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Dólar para viagem

Viajar para Nova York: quanto custa em dólar

Por Willian Gonçalves Rios - Economista Chefe1 min de leitura
Skyline de Nova York com o One World Trade Center entre os arranha-céus

Nova York é uma das cidades mais caras dos EUA. Veja onde o dinheiro vai, como economizar e como montar a conta em dólar.

Nova York reúne atrações gratuitas, museus caros, hotéis pequenos com diárias altas e restaurantes de todos os preços. O orçamento da viagem depende muito de onde você dorme e de como se alimenta, e quase tudo é cobrado em dólar, com impostos e gorjetas que não aparecem na etiqueta.

A resposta direta é: hospedagem é o maior gasto, com diárias em Manhattan que costumam ficar na casa de várias centenas de dólares, seguida de alimentação, atrações e transporte. Preços na vitrine não incluem imposto sobre vendas, e a gorjeta em restaurantes e serviços é esperada. Planeje o valor diário em dólar, some os extras e converta para reais com uma margem para o câmbio, o IOF e o spread.

Hospedagem: o maior item do orçamento

As diárias variam muito conforme a região, a época e a categoria. Hotéis em Manhattan costumam ficar na casa de várias centenas de dólares por noite, e quartos pequenos são comuns. Em geral, ficar no Brooklyn, no Queens ou em Nova Jersey sai mais barato, com acesso ao metrô ou ao trem para o centro.

Os preços exibidos nem sempre incluem impostos e taxas de hospedagem, que em Nova York são elevados, nem taxas adicionais do hotel. Veja o valor total na página de pagamento antes de comparar.

A época também pesa: fim de ano, primavera e outono de clima agradável encarecem. Datas fora de feriados e de grandes eventos tendem a ter melhores preços.

Alimentação: de uma fatia de pizza a restaurantes com gorjeta

A cidade tem opções para todos os bolsos: comida de rua, delis, pizzarias de fatia e lanchonetes oferecem refeições mais baratas. Restaurantes de serviço completo podem passar facilmente de US$ 40 a US$ 60 por pessoa com bebida, imposto e gorjeta, como estimativa.

Táxis amarelos na Times Square em uma noite chuvosa
No transporte, o metrô costuma ser o meio mais barato e rápido para circular pela cidade.

Nos EUA, o preço do cardápio não inclui o imposto sobre vendas, e a gorjeta costuma ser de cerca de 18% a 20% do valor em restaurantes com atendimento à mesa. Cafés de balcão e padarias têm gorjeta menor ou opcional.

Para economizar, almoce em lugares casuais, aproveite menus de almoço mais baratos e consuma bebidas alcoólicas com moderação, porque elas elevam bastante a conta.

Transporte: metrô, táxi e aeroporto

O metrô é a forma mais prática de circular. O pagamento pode ser feito por aproximação do cartão ou do celular nas catracas pelo sistema OMNY, com tarifa por viagem na casa de US$ 3, e há um limite semanal em que viagens extras ficam gratuitas depois de certo número. Confira as regras e valores atuais no site da operadora.

Do aeroporto JFK a Manhattan, os táxis têm tarifa fixa na casa de US$ 70, mais pedágios e gorjeta. Há ainda trem e metrô, que custam menos, mas demandam mais tempo e conexões com bagagem. Aplicativos de transporte são alternativa, com preço variável.

Muitas atrações têm entrada gratuita ou de baixo custo, como o Central Park, a High Line, a ponte do Brooklyn e a balsa para Staten Island, e andar a pé reduz gastos.

Atrações, passes e extras

Mirantes, museus e passeios de barco têm ingressos que variam bastante. Compre com antecedência quando possível, e compare o preço de passes que reúnem várias atrações com o dos ingressos avulsos, considerando só o que você pretende visitar.

Alguns museus têm dias ou horários de entrada com preço livre ou reduzido. Pesquise antes de ir. Espetáculos da Broadway podem ter ingressos com desconto no mesmo dia, mas a disponibilidade é variável.

Reserve uma parte do orçamento para compras, taxas de bagagem, internet e imprevistos. Em cidades grandes, esses extras somam mais do que se imagina.

Conta de exemplo em dólar e em reais

Veja uma conta hipotética por pessoa, por dia: hospedagem de US$ 300 (dividida a dois pode cair), alimentação de US$ 90, transporte de US$ 15 e atrações de US$ 40, somando US$ 445. Em 5 dias, são US$ 2.225.

Com o dólar a R$ 5,50, o total vira R$ 12.237,50 antes de IOF e spread do cartão. Cada R$ 0,10 de variação no dólar muda a conta em R$ 222,50, o que mostra por que vale proteger parte do câmbio.

Os valores são ilustrativos e variam com época e escolhas. Compre parte do dólar com antecedência, em etapas, e leve cartão internacional, evitando pagar na conversão para reais feita pelas maquininhas.

Perguntas frequentes

Qual é o maior gasto em uma viagem a Nova York?

A hospedagem. Diárias em Manhattan costumam ficar na casa de várias centenas de dólares, com impostos e taxas à parte.

Quanto deixo de gorjeta em Nova York?

Em restaurantes com atendimento à mesa, cerca de 18% a 20% do valor da conta. Em outros serviços o costume varia.

O preço do cardápio inclui imposto nos EUA?

Não. O imposto sobre vendas é somado na hora do pagamento, então a conta final é maior que os preços exibidos.

Como pagar o metrô de Nova York?

Por aproximação do cartão ou do celular nas catracas, pelo sistema OMNY. Confira as tarifas e os limites semanais atuais.

Vale pagar em dólar ou em reais nos EUA?

Em geral, em dólar. A conversão feita pela maquininha costuma ter cotação menos favorável do que a do cartão.

Sobre quem escreveu

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Willian Gonçalves Rios - Economista Chefe

Redação

A redação do Dolar Preço Hoje analisa tendências do mercado de dólar, euro e outras moedas.

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