Viajar para Miami: quanto custa em dólar

Miami é praia, compras e vida noturna, com custos que vão além da diária. Veja onde o dinheiro vai e como se planejar em dólar.
Miami é um dos destinos preferidos de brasileiros que viajam para os EUA, pela praia, pelas compras, pela gastronomia e pela facilidade de voos. O que muita gente subestima é o peso das taxas, dos impostos e do câmbio sobre o orçamento final.
A resposta direta é: em Miami, a hospedagem é o maior gasto, e muitos hotéis cobram uma resort fee diária além da diária anunciada, mais estacionamento e impostos. O preço da vitrine em lojas e restaurantes não inclui o imposto sobre vendas, e a gorjeta de cerca de 18% a 20% é esperada em restaurantes. Some tudo em dólar e converta com margem para câmbio, IOF e spread.
Hospedagem: diária, resort fee e estacionamento
A diária varia muito com a região e a época. Miami Beach e Brickell costumam ser mais caros, e a alta temporada no inverno (de dezembro a abril) encarece bastante. Fora desse período, há opções melhores, mas é preciso lidar com calor, chuva e a temporada de furacões, de junho a novembro.
Muitos hotéis cobram uma resort fee diária, uma taxa fixa que cobre serviços como Wi-Fi, cadeiras de praia e piscina, e que não aparece no preço inicial. O estacionamento do hotel também é cobrado por dia e pode ser caro.
Antes de reservar, compare o valor total, com impostos e taxas, e não só a diária. Apartamentos e hospedagens fora da orla costumam sair mais baratos, mas exigem transporte.
Comida, bebida e gorjetas
Miami tem comida para todos os bolsos, de lanchonetes e padarias cubanas a restaurantes sofisticados. Refeições em restaurantes de serviço completo podem passar de US$ 40 a US$ 60 por pessoa, como estimativa, já com bebida, imposto e gorjeta.

O imposto sobre vendas é somado à conta e a gorjeta costuma ser de 18% a 20% em restaurantes com atendimento à mesa. Em alguns, o serviço já vem incluído para grupos grandes. Confira a conta antes de pagar.
Para economizar, almoce em lugares casuais, use supermercados para café da manhã e lanches e evite bebidas alcoólicas em bares da orla, que têm preços elevados.
Transporte: carro, aplicativos e transporte público
Miami é uma cidade espalhada, e muita gente aluga carro. É prático para ir a outlets e a bairros distantes, mas há custos de aluguel, seguro, combustível e estacionamento, além de pedágios eletrônicos. Aplicativos de transporte são uma alternativa para trajetos curtos.
Há também transporte público, como o Metrorail e o Metromover, este último gratuito no centro, mas a cobertura é limitada em comparação a outras grandes cidades. Dentro de Miami Beach, é possível andar a pé e de bicicleta.
Compare o custo de alugar carro por toda a viagem com o de usar aplicativos nos dias em que precisar. Para quem fica só na praia, o carro pode ser dispensável.
Compras: outlets, impostos e o que vale a pena
As compras são um grande atrativo: outlets e shoppings oferecem marcas conhecidas a preços que podem ser menores que os do Brasil, principalmente em liquidações. Compare os preços finais com os de lojas brasileiras, considerando câmbio, imposto sobre vendas e as regras de bagagem.
Fique atento ao limite de compras isentas de imposto ao voltar ao Brasil e à obrigação de declarar bens acima do limite à Receita Federal. As regras mudam, então confira as vigentes antes de viajar.
Reserve espaço na mala e confira as regras de bagagem da companhia aérea. Comprar além do que cabe pode custar mais em taxas.
Conta de exemplo em dólar e em reais
Veja uma conta hipotética por pessoa, por dia: hospedagem de US$ 250, alimentação de US$ 100, transporte de US$ 40 e atrações e lazer de US$ 50, somando US$ 440. Em 6 dias, são US$ 2.640.
Com o dólar a R$ 5,50, o total é de R$ 14.520, antes de IOF, spread e compras. Cada R$ 0,10 de variação do dólar altera essa conta em R$ 264, o que justifica proteger parte do câmbio.
Os valores são ilustrativos. Compre parte do dólar com antecedência, em etapas, e use cartão internacional, recusando a conversão para reais feita na maquininha.



