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Remessas e receber em dólar

Como enviar dinheiro para os EUA: custos e formas

Por Willian Gonçalves Rios - Economista Chefe1 min de leitura
Pessoa usando um cartão e um smartphone na rua para pagamentos online

O valor que chega ao destinatário depende de cotação, tarifas e IOF. Veja como comparar e fazer a remessa com segurança.

Mandar dinheiro para um filho que estuda nos EUA, um parente ou um fornecedor parece simples, mas o valor que chega ao outro lado costuma ser menor do que o esperado. A diferença está na cotação aplicada, nas tarifas, no IOF e nas taxas de bancos intermediários.

A resposta direta é: para enviar dinheiro do Brasil para os EUA você pode usar um banco (transferência internacional), uma fintech de câmbio ou uma corretora autorizada. O custo total é a soma da diferença entre a cotação de referência e a aplicada (spread), das tarifas e do IOF. A forma de comparar com segurança é simular a mesma remessa em cada opção e ver quanto o destinatário recebe em dólar.

As formas de enviar dinheiro para os EUA

Os bancos oferecem a transferência internacional, em geral via rede SWIFT. É a forma tradicional, com boa segurança, mas costuma ter tarifas e spread mais altos, e o dinheiro pode passar por bancos intermediários que cobram taxas.

Fintechs e corretoras de câmbio autorizadas pelo Banco Central costumam ter cotações mais próximas da de mercado e processo digital, com prazos mais curtos. Vale confirmar se a empresa é autorizada a operar câmbio no Brasil.

Também existem contas globais e cartões pré-pagos em dólar, úteis para quem recebe regularmente. A melhor opção depende do valor, da frequência e da urgência.

Quanto custa: spread, tarifa, IOF e bancos intermediários

O spread é a diferença entre a cotação de referência do mercado e a cotação que o prestador aplica a você. Ele costuma ser o custo mais difícil de enxergar, porque não aparece como tarifa, e pode pesar mais do que a taxa cobrada.

Casal de idosos fazendo uma chamada de vídeo com a família em um notebook
Enviar dinheiro a familiares no exterior é comum, e comparar custos faz diferença no valor recebido.

Há ainda a tarifa de envio, que pode ser fixa ou percentual, e o IOF sobre operações de câmbio, cuja alíquota depende da finalidade e da legislação vigente. Confira a alíquota atual no momento da operação.

Em transferências via SWIFT, bancos intermediários e o banco que recebe podem descontar taxas do valor, e o destinatário recebe menos do que você enviou. Pergunte se o envio é do tipo em que o remetente arca com todas as taxas.

Quais dados e documentos você precisa

Para uma transferência para os EUA, você precisa dos dados do beneficiário: nome completo, endereço, número da conta, o código do banco (routing number ou ABA) e o código SWIFT, conforme a instituição. Confira cada dígito, pois um erro pode atrasar ou devolver o dinheiro.

Pelas regras de câmbio do Brasil, você deve informar a finalidade da operação, como manutenção de residente, estudos, doação ou pagamento de serviços. A natureza da operação define a tributação e a documentação exigida.

Guarde os comprovantes da remessa, que podem ser úteis para a declaração de imposto de renda e para comprovar a origem e o destino do dinheiro.

Como comparar as opções na prática

Faça uma simulação da mesma remessa, por exemplo de R$ 10.000, em ao menos três opções. Compare o valor em dólar que o destinatário receberá no fim, já descontadas as tarifas, e não só a cotação divulgada.

Considere o prazo, a facilidade de uso e se há limite de valor. Para valores altos, a diferença de spread pode economizar centenas de reais. Para envios pequenos e frequentes, a tarifa fixa pesa mais, e agrupar remessas pode ser melhor.

Compare em momentos próximos, porque a cotação varia ao longo do dia. Se não há urgência, acompanhe o mercado e evite fechar a operação em horário de volatilidade extrema.

Segurança: como evitar golpes em remessas

Nunca envie dinheiro a quem você não conhece, nem em troca de promessas de prêmio, herança ou ajuda urgente de um suposto parente. Golpes com remessas internacionais são comuns e o dinheiro dificilmente volta.

Confirme os dados do beneficiário por um canal seguro, como uma ligação. Fraudes por e-mail ou mensagem, em que alguém se passa por fornecedor e muda a conta de pagamento, são frequentes.

Use apenas instituições autorizadas pelo Banco Central, desconfie de cotações muito melhores do que as de mercado e acesse o site ou o app pelo endereço oficial. Em caso de dúvida, procure o atendimento da instituição antes de enviar.

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Perguntas frequentes

Qual a forma mais barata de enviar dinheiro para os EUA?

Depende do valor e da frequência. Fintechs e corretoras costumam ter spread menor que bancos, mas vale simular a mesma remessa em cada opção.

O que é spread cambial?

É a diferença entre a cotação de referência do mercado e a que o prestador aplica a você. É um custo embutido na conversão.

Preciso informar a finalidade da remessa?

Sim. Pelas regras de câmbio, a natureza da operação deve ser informada, e ela influencia a tributação e a documentação.

Quanto tempo demora uma transferência internacional?

Varia de algumas horas a alguns dias úteis, conforme a forma de envio, os bancos envolvidos e o horário da operação.

Posso ter o valor reduzido por taxas de bancos intermediários?

Sim, em transferências via SWIFT. Pergunte se o envio é do tipo em que o remetente paga todas as taxas, para que o destinatário receba o valor integral.

Sobre quem escreveu

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Willian Gonçalves Rios - Economista Chefe

Redação

A redação do Dolar Preço Hoje analisa tendências do mercado de dólar, euro e outras moedas.

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