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Cotação do dólar

Calendário do dólar: Copom, Fed, payroll e IPCA

Por Willian Gonçalves Rios - Economista Chefe1 min de leitura
Calendário de mesa com anotações de datas importantes

O dólar costuma se mexer mais em dias de decisão de juros e dados de emprego. Veja os eventos que merecem um lugar na sua agenda.

Quem já tentou comprar dólar para uma viagem notou que a cotação às vezes anda pouco por dias e, de repente, salta em poucas horas. Boa parte dessa agitação tem data marcada: são decisões de juros e divulgações de dados que o mercado espera e reage no instante em que saem.

A resposta direta é: os eventos que mais costumam mexer com o dólar são a reunião do Copom (Banco Central do Brasil), a do Fed (Banco Central dos EUA), o relatório de emprego americano (payroll) e os dados de inflação do Brasil e dos EUA. Conhecer essas datas ajuda a evitar surpresas, embora o que mexe no preço seja a diferença entre o resultado e o que o mercado esperava.

Copom: a decisão da taxa Selic no Brasil

O Copom, comitê do Banco Central do Brasil, se reúne oito vezes por ano para definir a taxa básica de juros, a Selic. A decisão sai no fim do segundo dia de reunião, e o comunicado explica o raciocínio e dá pistas do que vem a seguir. A ata, com mais detalhes, é divulgada na semana seguinte.

Juros mais altos tornam os investimentos em reais mais atraentes para quem vem de fora, o que tende a aumentar a oferta de dólares e pressionar a cotação para baixo. Juros em queda tendem a ter o efeito contrário.

O que mais mexe é a surpresa: se o mercado já esperava um corte de meio ponto e ele vem, a reação costuma ser pequena. Se vem diferente do previsto ou o tom do comunicado muda, o dólar pode se mexer bastante.

Fed: os juros dos Estados Unidos e a força do dólar

O Fed, banco central dos EUA, também realiza oito reuniões regulares por ano, por meio do comitê conhecido como FOMC. Quando os juros americanos sobem, aplicar em dólar fica mais vantajoso e a moeda tende a se valorizar frente a outras, inclusive o real.

Fachada de um banco histórico com colunas clássicas
Decisões de bancos centrais, como as do Copom e do Fed, estão entre os eventos que mais mexem no câmbio.

Além da decisão, o mercado analisa a coletiva do presidente do Fed e as projeções do comitê. Uma mudança de tom, como sinalizar cortes mais cedo ou mais tarde do que o esperado, pode mexer no câmbio.

A diferença entre os juros do Brasil e os dos EUA é um dos fatores que explicam o fluxo de capital entre os dois países. Por isso as duas reuniões costumam ser lidas em conjunto.

Payroll e inflação: os dados que balançam o mercado

O payroll é o relatório mensal de emprego dos EUA, divulgado em geral na primeira sexta-feira de cada mês. Ele mostra quantos empregos foram criados e a taxa de desemprego. Dados fortes indicam economia aquecida e podem reduzir a expectativa de corte de juros, o que tende a fortalecer o dólar.

A inflação americana, divulgada todo mês, segue lógica parecida: inflação alta mantém os juros elevados por mais tempo. No Brasil, o IPCA, calculado pelo IBGE, orienta as decisões do Banco Central e influencia a expectativa para a Selic.

Esses números saem em dias e horários pré-definidos em calendários oficiais do IBGE, do Banco Central e do governo americano, e vale conferir a agenda do mês.

Boletim Focus e PTAX: outras referências do mês

O Boletim Focus é uma pesquisa do Banco Central com a projeção de analistas para inflação, juros, câmbio e crescimento. Sai toda segunda-feira e mostra para onde o mercado acha que as variáveis vão. Ele não é uma previsão garantida, e as projeções mudam.

A PTAX é a taxa de câmbio calculada pelo Banco Central a partir de consultas ao mercado ao longo do dia, usada como referência em contratos e liquidações. Ela serve de base para muitas operações, mas não é necessariamente o preço que você paga ao comprar dólar.

Os dois ajudam a entender o contexto e a ter referência, mas não substituem a cotação do momento da sua compra.

Como usar o calendário na hora de comprar dólar

Em dias de decisão, o dólar costuma oscilar mais, e quem compra no meio da turbulência pode pagar um preço que não se repete minutos depois. Quem tem prazo flexível pode evitar fechar câmbio nesses momentos e esperar a poeira baixar.

Não há como saber se o dólar vai subir ou cair depois de um evento, porque o preço já embute expectativas. Em vez de tentar adivinhar, defina uma meta, compre em partes e acompanhe o calendário para entender os movimentos, e não para prever.

Marque no celular as datas do Copom, do Fed e do payroll do mês da sua viagem. Este conteúdo é informativo e não substitui orientação financeira.

Assuntos:copomfedpayrollipcacalendario-economico

Perguntas frequentes

Quantas vezes por ano o Copom se reúne?

O Copom se reúne oito vezes por ano para definir a taxa Selic.

Por que a decisão do Fed mexe com o dólar no Brasil?

Porque os juros americanos influenciam o fluxo de capital entre países. Juros mais altos nos EUA tendem a fortalecer o dólar frente a outras moedas, inclusive o real.

O que é o payroll?

É o relatório mensal de emprego dos EUA, divulgado em geral na primeira sexta-feira do mês, que mostra a criação de empregos e a taxa de desemprego.

O Boletim Focus prevê o dólar?

Ele reúne a projeção de analistas, divulgada toda segunda-feira, mas as projeções mudam e não garantem o que vai acontecer.

É melhor comprar dólar antes ou depois de um evento importante?

Não há como saber. O preço já embute expectativas, e o que mexe é a surpresa. Comprar em partes reduz o risco de acertar um dia ruim.

Sobre quem escreveu

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Willian Gonçalves Rios - Economista Chefe

Redação

A redação do Dolar Preço Hoje analisa tendências do mercado de dólar, euro e outras moedas.

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